mercado
Não percais cousa alguma! Escolhei a história que mais desejais presenciar e sabei onde vos deveis dirigir e a que horas terá lugar.
A ALEIVOSA
Amor e ruína
Leonor Teles, a mulher que ousou desafiar a coroa e dividir a alma de um reino. Aquela que, com um simples olhar, conquistou um rei e, com a sua ambição, despertou a revolta de um povo inteiro. Aquela que foi desejada, odiada e temida. Aquela que ficou para sempre marcada pelo nome de Aleivosa.
Neste ano da Graça, esta vila das Rainha acolhe, sob a sombra das suas vetustas muralhas, aquela que foi nossa Rainha, mas nunca dona do nosso coração. A soberana da discórdia. Aquela que transformou Óbidos e Portugal num palco de intrigas, onde o amor e a ambição se confundiram e onde a paixão de um rei quase levou um reino à ruína.
E a sorte, cruel e caprichosa, concedeu-lhe um destino feito de extremos: o leito de D. Fernando como trono… e o ódio de uma nação inteira como sombra eterna. Vivem-se tempos de incerteza.
Tempos de conspirações murmuradas nos corredores da corte e de medo quanto ao destino da nossa independência. O sangue de Portugal clama por uma linhagem que não se perca em mãos estrangeiras, enquanto esta Rainha tece, entre segredos e promessas, os fios de uma trama que quase sufocou a liberdade do reino.
Este é um tempo de escolhas difíceis. Um tempo de paixão e de traição. Um tempo em que o amor de um rei abalou os alicerces da pátria e lançou o povo contra a mulher que ousou ocupar o lugar destinado a outra.
Porque há paixões que não salvam. Há coroas que nascem manchadas. E há poderes que, erguidos sobre a discórdia, jamais conhecerão a paz.
TA
BER
NAS
Por estas terras e tempos, vive o Reino dias de inquietação e discórdia. O casamento de D. Fernando com D. Leonor Teles divide vontades, alimenta rumores e faz crescer o descontentamento entre o povo. Falam-se de intrigas na Corte, de ambições escondidas e de um futuro incerto para Portugal.
O vinho e a cerveja correm em abundância, enchendo copos e animando o espírito daqueles que fazem da festa um momento de união e celebração. Assim vive o mercado medieval de Óbidos: entre paixões, intrigas e tradição, onde o povo encontra alegria mesmo em tempos de incerteza, e onde cada rua, cada música e cada cortejo fazem reviver o pulsar de um Reino medieval.
MOS TEI RO
DA VILA
Neste sagrado retiro, cujo apenas as paredes resistem, reúnem-se bandos de jograis e farsantes para perturbar a paz das devotas e trazer desassossego ao local.
Em tempos de intriga, desconfiança e rivalidade, a honra dos homens mede-se no campo de combate. Aquilo que palavras e promessas não resolvem, será o choque do aço e a destreza das armas a decidir.
Levantam-se cavaleiros, fecham-se fileiras e ecoa pela arena o som das espadas em confronto. Entre escaramuças, desafios e demonstrações de bravura, os guerreiros enfrentam-se perante o olhar atento do povo, prontos a defender a sua honra até ao último embate.
Este é o tempo da coragem, da força e da glória conquistada em combate. E será na arena que os mais valorosos escreverão o seu nome perante o Reino.
E vós, tendes coragem para entrar em liça?
li
ça
Na praça onde o povo se reúne entre murmúrios e celebrações, erguem-se brindes, danças e vozes que ecoam pelas muralhas da vila. Entre o clamor da festa e os rumores da Corte, celebram-se tempos de mudança, enquanto músicos, jograis e saltimbancos dão vida ao coração do mercado.
À luz das tochas e ao som dos bombos, cruzam-se olhares, selam-se promessas e partilham-se segredos entre aqueles que percorrem estes caminhos. Aqui, entre folguedos e encontros, o espírito medieval desperta em cada recanto, fazendo da praça um lugar de celebração, paixão e memória.
PRA
ÇA
DA
TRAIÇÃO
AL
QUI
MIAS
No âmago do burgo de Óbidos, onde o tempo se curva às artes antigas, erguem-se as Alquimias, uma oficina velada onde mestres do oculto manipulam essências, vapores e elixires. Aqui, o vulgo é chamado a provar estranhas poções, infusões fumegantes e líquidos de cor encantada, nascidos do saber hermético.
merca dores
Em dias de festa, Óbidos é o lugar eminente para se fazerem as transações de mercadorias e serviços. É o sítio onde os dias e as noites não têm fim. Logo que o sol desponta, começa um alvoroço de pregões que reverberam pelas muralhas da Vila, acordando o povo.







